Colega Virgínia Leão Schell
Muito prazer, tenho 28 anos, sou casada e tenho 2 filhos (uma menina e um menino), moro em Esteio já faz um ano, nasci e cresci em Porto Alegre.
Desde pequena corri atrás de aperfeiçoamentos: com 10 anos fazia curso de artesanato com flores de tecidos, fruta de parafina, doces modeláveis; na adolescência fazia esportes e paralelamente cursos de informática e administração e marketing; quando jovem, já trabalhava e seguidamente realizava cursos em minha área, que na época era em vendas. Foi quando percebi que precisava de um ensino superior, entrei na faculdade e em um dos cursos obrigatórios de extensão para fechar a carga horária, “entrei de gaiato”, em um seminário em uma escola especial para surdos: participei de palestras, observei professores surdos contando relatos de experiências em sala de aula, depois nos reunimos em pequenos grupos e realizamos oficinas de como a escola se preparava para a sociedade auxiliar as pessoas surdas. Tive muita vontade de fazer parte desde grupo escolar, de estar na frente de tantas pessoas que quisessem ter a mesma satisfação em contar suas experiências, mas por motivos diversos, naquele momento não era capacitada.
Consegui me formar em Matemática, comecei a trabalhar em escolas regulares, foi quando engravidei do meu segundo filho, tirei os quatro meses de licença e como eu sou “contrato emergencial”, quando retornei, não tinha mais a vaga na escola que eu lecionava.
Encaminhei, para a CRE e para fechar às 40 horas de jornada, eu teria que assumir 10 horas em uma escola de surdos; prometi aprender LIBRAS, me esforçar para poder ensinar aos alunos; em menos de um mês depois de começar na escola, me convidaram para assumir às 40 horas nesta escola.
Agora decorridos cinco meses, consigo cada vez mais me comunicar, consigo entender, conversar, contar piada e muitas outras coisas, o mais importante é que mesmo assim ainda tenho mais cede de conhecimento, quero aprender mais e conto com sua ajuda.

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